Domingo, Junho 24, 2007

Fases. Elas mudam e eu acredito nisso, porque vejo elas passarem. E uma coisa que a gente não sonha são as fases. Pelo menos, como exemplo de sonhadora, nunca sonho com crises, coisas ruins. E também não sonho cotidiano, rotinas. Essas coisas não são, de fato, de se sonhar. São de se viver. Um dia após o outro, por mais ansiosa que eu seja... por mais que eu queira pra ontem, o dia tem 24h e é preciso esperar. É necessário ter 8h de sono. E uma hora pro almoço. Alguma horas pra se dedicar pro futuro, ou melhor.... pra adquirir conhecimento, que um dia vc vai transferi-lo a outra pessoa... que sejam seus filhos, ou alunos, ou ainda... que pro seu cachorro... numa daquelas noites frias e vazias, que inevitavelmente um dia vamos ter.

Quando a gente ama assim, de querer estar grudado 24h... de querer estar dentro do outro... fica difícil respeitar as horas. Mas não há o que fazer.Vc pode brigar com o tempo, pode entrar em crise, querer mudar o mundo. Mas não há o que fazer. Há tempo pra tudo, inclusive pra se pensar em viver 24h com alguém. Com outro alguém. E um tempo pra se fazer escolhas. E um tempo... que a gente não sabe quanto tempo dura. E a nossa parte egoísta e compulsiva quer tudo e o mais rápido possível!

A nossa rotina acaba não sendo rotina, da forma que nos encontramos atualmente. Sempre um evento! E o mito de que a rotina possa estragar a emoção dos eventos... também influi nas escolhas. Pelo menos, no adiamento das escolhas. O adiamento das escolhas também está relacionado com o comodismo, com o condicionamento e o medo. O medo!!

A tão venerada sociedade e seus padrões comportamentais... tornam as pessoas escravas do medo. Escravas de uma vida que elas acreditam ser assim, incontestável forma de se viver a vida. Nascer, crescer, se reproduzir e morrer. Trabalhar pra construir. Casar, filhos, cachorro, tv aos domingos. E romper a segurança que essa estabilidade.... pra que romper? Se ninguém vê o que há além? Pq não além de insegurança. E a vida aqui, na estabilidade da união... é por acaso segura? Viver não é seguro... se temos a cereza de sermos frágeis ao ponto de dormir sem saber se vamos acordar. Claro que vamos! Claro que pensar no oposto vai nos deprimir... nos enlouquecer. Claro que o romantismo dessa leve depressão passageira também faz parte dos valores dessa sociedade. É chique ser deprê!

Nunca tive rotina na minha vida. E se eu realmente demorar pra casar, como disse a cartomante que minha mãe foi, é porque não quis a rotina padronizada na tv. Pq quando eu casar... isso não é uma promessa, nem um sonho, é apenas um fato... vou continuar seguindo como acho que devo seguir (já que há pouco tempo é que tenho valorizado um pouco mais as minhas vontades). Aí padronizadamente vão me dizer que meu casamento então não vai durar. Foda-se! Caso de novo. Até entender que por mais rotineiro que isso possa ser... não tenho e nem posso ter nunca... o medo de mudar. O medo ao qual fui condicionada a ter. Pq o que os outros vão pensar? Os outros pensam... independente do que a gente faça. Eu penso! E não quero mais deixar de viver por isso.

Romper. Com o lar, a rotina do conforto e do aconchego do lar! Da segurança do lar. A segurança que não existe. Nem nunca existiu. O mundo em que vivemos é uma grande mentira. O que vc pode fazer? Viver. Outras mentiras... ou a sua verdade. Mesmo que digam que se há mais de uma verdade, não há verdade. Viva sua vida. Não pensar nos outros. Não precisar seguir o padrão, a linha que te foi imposta e que vc foi condicionado a acreditar. A vida é uma mentira que nos contaram pra não enlouquecermos. Invente a sua e seja feliz! Arrisque!!

Se vc tentar, ao menos... e não der nada certo... a sociedade te perdoará, na medida que vc esteja disposto a se submeter aos seus padrões. O duro é, depois de conhecer a liberdade, aceitar ser acorrentado novamente!

Lívia tentou se expressar às 4:35 PM

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Sábado, Maio 26, 2007

E aí, alguém vai entrar aqui e vai dizer: ué... ela reapareceu? Sim!!!!! Ela voltou! Não sei por quanto tempo... mas senti falta, saudade, vontade... tanto que remodelei a embalagem!!! Espero que o srto Cuca aprove!rs...

E vc me pergunta: e aí, como vai a vida? E eu digo... vai! Ela vai... não se sabe pra onde ou porque... mas vai! A gente vai atrás... ora empurrando com a barriga, ora sendo empurrado! O meu grande amor? Continua grande, apesar das turbulências. Porque o amor, definitivamente... é uma coisa eterna. E na maioria das vezes, a gente não se dá conta disso... ou faz que não entende. As coisas, complicadas... na minha vida amorosa, na minha vida acadêmica, na minha vida familiar, na minha vida social... nas minhas vidas de um modo geral. Feliz do gato que só tem 7 vidas!! Eu? perdi as contas de quantas vidas eu tenho pra administrar!!rs...

A faculdade está um caos por cusa da greve. E eu não queria perder minhas férias de julho! Eu não acredito em greve, em política, em nada disso!! Mas por não participar de assembléias decisivas (odeio decidir!), não posso, segundo os teóricos da greve, reclamar! E ainda dizem que nós vivemos numa democracia... sim, claro... a maioria , que é a minoria que comparece nesse tipo de reunião, decide que os alunos estão em greve. Boa causa, lógico... mas cortar o mal pela raiz seria mais eficaz (não entenda isso como uma ameaça informal a vida de um certo governador... como diz meu tio: não desejo mal, mas bom fim não há de ter!). Enfim... votaram e eu estou aqui reclamando.

A minha vida está um caos. Desde que resolvi sair da zona profunda em que me enfiei... tenho achado a luz um pouco forte. E apesar disso... meu coração ainda dispara, ainda sonho, ainda penso o tempo todo... e aprendi muitas coisas! Hoje mesmo... aprendi a me identificar segundo a medicina ayurvédica! Acho que estou entre vata e pitta... pq eu nunca sei ser uma coisa só e classificável! E um dia, que eu souber mais sobre isso... explico aqui, ok?

Aprendi também que o amor... é do bem e a gente tem que pensar em estar bem. Se outros fatores nos deixam mal... precisamos dialogar e resolver. E isso não se resolve em um dia...

Eu sonhei 4 anos com a faculdade. Ganho greve no meu primeiro ano, no primeiro semestre. E ainda assim... não me arrependo. E fico feliz de estar fazendo o curso que eu queria! Apesar de ter tirado nota baixa na prova de história da arte!! Coisas da vida...rs

Aprendi coisas sobra mídia. E aprendi que no fundo, no fundo.... não sei nada ainda!! E não sei se saberei de tudo um dia... e isso não me importa. O que me importa é ser e estar bem para poder aprender o que eu não sei....

It's a long way...

Pq...

e se não tivesse o amor?

Lívia tentou se expressar às 11:05 PM

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Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

Todo carnaval tem seu fim...

E mesmo assim, não siginifica que acabou. No meu caso, começou... uma nova fase, um outro estágio na vida. Não sei bem como eu vou lidar com essas coisas novas... mas gosto de ficar lembrando dos 5 dias. Gradativamente apaixonantes. Ah, eu sou romântica, às vezes...eu confesso. Na verdade nunca neguei, nem que sou romântica e nem que sou apaixonada. É... sou e estou. Mesmo que a lei dos homens não permita declarações, já que p/ isso a gente precisa se expôr, expôr o outro. Não sei também se é paixão... pq já tem tanto tempo e sempre, apesar de brigas, discussões... sempre eu quero mais. Sempre eu quero estar mais perto. E estive. E tive a oportunidade de estar! E queria mais... quero mais.

Eu penso na minha vida também. Que não pode ficar em função do amor que eu sinto, seja lá por quem for. Apesar de estar agora, atualizando de 1 em 1 min a minha caixa de emails... p/ ter notícias... eu não posso tornar isso minha rotina de vida. E eu vou sentir tanta saudade....mas vou ter que buscar coisas minhas também. Sonhos... planos... futuro profissional. E não é por isso que vou me afastar, lógico. A gente sempre encontra um jeitinho de ficar perto.

Gradativamente. É uma das coisas que eu não suporto em mim... fazer tudo de pouquinho, nos mínimos detalhes. Seja nas minhas obras, seja na minha vida... essa insegurança de me jogar, às vezes me mata. Mas se eu pelo menos estou caminhando... acho que é um ponto positivo. Gradativamente eu estou ficando mais próxima. Cerca de 100km mais próxima. No começo vai ser difícil.... até eu me organizar. Uma vida diferente, uma cidade diferente.

Penso em começar um novo blog, mais anônimo. P/ que eu me sinta mais à vontade em falar. Mas sei lá, tenho medo. Minha clandestinidade... talvez deva continuar oculta. Porque... sejamos sinceros... não preciso me expôr, nem preciso do apoio, compreensão ou aceitação de ninguém! (abortando a vontade de fazer um blog novo!)

E eu vou começar a tão sonhada faculdade. Lívia 2007.

Lívia tentou se expressar às 11:22 AM

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Quinta-feira, Janeiro 25, 2007

Aqui estou, após longas férias de blog... iniciando minhas férias na vida real. Férias... se é que eu sei bem o significado disso, depois de tanto tempo... nem sei ao certo o quanto idealizei, o quanto sonhei por esse dia, essa tarde! Claro que eu não sonhei com a louça que se acumulou lá na pia da cozinha... nem com a bagunça do meu quarto. Mas o importante é estar de férias!

Tantas coisas aconteceram na minha vida nesse tempo... tantas outras continuam acontecendo e tantas outras que ainda irão acontecer... que eu não quero falar disso agora. O futuro não existe... o passado também, se foi.... e hoje eu tô de férias!rs...

Vou tentar escrever mais aqui... vou tentar não abandonar minhas idéias!

Lívia tentou se expressar às 3:16 PM

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Domingo, Novembro 19, 2006

... acho q mataram meu blog...

Lívia tentou se expressar às 9:30 AM

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Segunda-feira, Novembro 06, 2006

O amor começa tarde...

Às vezes, tarde demais. Demora-se p/ perceber e quando se dá conta... a conta é muito alta. E assumir esse valor, não... não são todos que abraçam a causa. Pq sempre existem outros fatores que serão mais importantes que o amor. Pq ninguém acredita no amor... pelo menos não como motivo, como saída, como razão. Não existe razão no amor. Existe o conceito... e existe o estado. O conceito a gente sabe... o estado a gente vive, mesmo sem saber que está vivendo. Desconfia... mas só se dá conta quando é tarde. E é bom que seja assim... que se viva sem razão. Pq saber nem sempre ajuda... não é a certeza de que vamos aproveitar mais.

E tem mais... quem foi que disse que amar é lindo? Que não tem problemas... discussões, brigas, dramas, lágrimas. Pq não é constante... o sentir-se bem... não é eterno.

Muito além disso... o amor reside na distância. Quanto mais improvável... maior a força, maior o interesse. Sim... interesse. Somos interesseiros. Talvez não nós, exatamente... mas a natureza. O amor é uma reação química que promove a junção de machos e fêmeas. Se o amor reside na distância... quanto maior a distância, maior a probabilidade de se ter uma maior diversidade genética. Uma maior variabilidade genética é o sucesso da espécie no ambiente. Talvez não tão simples assim... mas no fundo é isso. O mecanismo que a natureza usa p/ que a espécie se reproduza e se perpetue chama-se amor.

Dizem por aí que... existem outros sentimentos coadjuvantes. Ciúme, saudade, posse... ainda dizem que ciúme é consequência da posse. A saudade... ora é boa, ora é ruim. Que já não sei dizer a função dela no amor. Tudo em excesso, e isso é fato, faz mal. Destrói. Pq desquilibra... e nada no mundo vive sem equilíbrio. Nada sobrevive.

E o medo? É fruto do ciúme, que é consequência da posse. A insegurança é o medo de perder. E só se perde o que se tem. E o amor... como se ter o amor? Ele não dá certeza. Pq se fosse certo... onde estaria o interesse? Seria quase como uma... obrigação. O dever de amar. E o amor não faria mais sentido... nem como estado, nem seu conceito valeria. Os sonhos, as fantasias ao redor do amor... nada disso existiria. Ou seja... até que ponto os sentimentos coadjaventes são ruins ou bons? Eles são, simplesmente... necessários. Em excesso... destroem.

Simples assim.

A paixão? É talvez... uma fase do amor. Fase de excessos. Quando se atinge o equilíbrio... é o amor, estado. Se permanecer por muito tempo desequilibrada... acaba. Conceitos a parte, claro. A paixão é um momento... um surto. Uma necessidade louca, maluca... sem lógica, explicação. Uma anomalia talvez. Somos tão cheios de anormalidades... elas fazem parte de nós, de nossas vidas.

Durante muito tempo vivi paixões. Das mais variadas e improváveis. Que mexiam com meu modo de ser, de pensar, de vestir, falar. Passou... como todo desequilíbrio, tiveram seu fim. Sem dramas... pq foram tão marcantes, que hoje mal me lembro delas. Há algum tempo... descobri o amor. Dentro de um desses desequilíbrios. Que passa, por fases... constantemente. E talvez seja por isso que tem durado tanto tempo. Fases boas, fases ruins. Choro, dou risada. Gosto muito. Tenho um carinho incalculável. Às vezes tenho uma vontade louca de bater e às vezes me bate sem querer. E quando eu penso que tá tudo bem... ou tudo mal... tudo muda. Certezas... até tenho algumas. Ruins. Mas, biologicamente falando, talvez seja por isso que dure. Não é estável.

E isso é meio... contraditório. A gente estuda na química que as reações estáveis é que são duradouras. Apesar de que... a reação das nossas hemoglobinas com o oxigênio e o gás carbônico... não são estáveis. Como se o amor fosse... como o ar que a gente respira. Ligações que são... parcialmente estáveis. Que de repente... muda, mas continua sempre igual... o mesmo processo.

Ah... deixa p/ lá essa parte científica. O que eu não sei dizer... é se o amor termina. Assim, como a paixão. Sabe? Talvez... se não houver tudo aquilo que eu disse lá em cima, sobre o custo benefício... o amor seja jogado p/ segundo plano. Não esquecido... mas, fora de alcance. Como sonho, como lembrança. E surgirão outros e outros... realizados ou não. Mas acredito que nunca esquecidos, como paixões malucas e sem lógica.

Um dia, meu amor... será lembrança, saudade. Sei que ele vai ser p/ sempre meu amigo, aquele que me quer bem, que me quer feliz. Mas enquanto esse dia não chega... quero viver sem pensar, quantificar, qualificar aquilo que eu vivo. Quero só viver, enquanto isso durar... do jeito que é e que dá p/ ser. Aprender o que eu posso aprender. E é isso. O amor, acima de tudo... é um aprendizado.

Lívia tentou se expressar às 4:15 PM

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Domingo, Novembro 05, 2006

Passei um bom tempo sem saber o que dizer aqui. Também estou atravessando um momento difícil pra mim. Acabei ficando doente... e me custa acreditar que a causadora da doença fui eu mesma.

Passei um bom tempo pensando se precisava vir aqui com um bom texto, ou com um bom propósito. Nem tudo tem uma função exata sempre. E eu nem sei pq me preocupo com isso... em fazer sentido. Em ter lógica. Razão.

Porque uma vez eu li, num desses emails que nossos amigos nos encaminham... que bons textos não são esses, tipo os meus. Que tem... assim... muitas reticências... períodos curtos. Palavras. Como períodos. Sabe? Existe toda uma norma, um conjunto de regras p/ se escrever um bom texto. E porque eu tenho que escrever um bom texto? Limitar minhas idéias a esse mito? Não... eu não preciso tanto assim da aprovação dos outros. Há quem goste de textos bons. Há quem não goste. Eu mesma... não sei escrever. Pelo menos a parte da pontuação... tento, mesmo utilizando de forma errada, de acordo com as normas gramaticais, aproximar as palavras escritas das palavras que eu gostaria de estar dizendo, no ritmo que elas se formam aqui, dentro de mim.

Ahh.... sexta-feira sai o resultado daquela prova que eu fiz, lembram? É... eu nem lembrava que tinha escrito sobre ela... nem lembrava a última coisa que eu tinha escrito por aqui. Sinto falta... falta de ser eu mesma.

Estou me dando mais uma chance. Vamos ver como eu me saio dessa vez!

Lívia tentou se expressar às 2:35 PM

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Quarta-feira, Outubro 11, 2006

Teias de aranha nos dedos. Ah, mas sem grandes idéias... ou sem muito o que dizer.

Ainda não atingi a rotina que já tive um dia. E talvez deva dizer graças a Deus! Ou graças a mim mesma... que não posso atribuir minhas mudanças a nenhuma força sobrenatural.

Domingo tenho prova e a velha lenga lenga. Sem tempo... mas tentarei aparecer!

Lívia tentou se expressar às 10:44 AM

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Terça-feira, Agosto 15, 2006

Ahh!!! Quanto tempo!rs...

Resolvi abandonar a minha vida sedentária e depressiva p/ mergulhar de cabeça num cursinho. É... acabei voltando pros estudos. Ficar em casa é muito mais angustiante. Cômodo... mas angustiante. E como dizem por aí que não devemos endurecer... eis que voltei!

Ainda tenho crises. Principalmente de ansiedade, mas ainda não procurei ajuda! Pretendo... mas uma coisa de cada vez, pq eu sempre vou respeitar minhas limitações. Talvez seja esse o grande lance da tal felicidade....ou de uma sensação mais agradável, menos opressora do dia-a-dia.... o grande lance é vc se respeitar. Quando vc se cobra além do que pode fazer... acaba não fazendo e o não fazer te angustia mais!

E antes que isso se torne um post auto-ajuda... vou embora, pois não me acostumei a levantar cedo... e nem a deixar o almoço pronto na janta do dia anterior!rs...

Lívia tentou se expressar às 8:11 PM

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Terça-feira, Agosto 01, 2006

Porque ainda existem esses testes?? E pq eles nunca me surpreenderam?? E pior... pq eu insisto em continuar respondendo??

Resultado: 25 pontos

Eu tenho sérios problemas de ordem emocional e necessito de uma psicoterapia quase que imediatamente, pois minha mente está confusa e desorientada.


Descubra se Você Precisa de Psicoterapia.


Oferecimento: InterNey.Net

Lívia tentou se expressar às 9:11 PM

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Sexta-feira, Julho 21, 2006

Talvez serei uma grande artista quando enfim conseguir me expressar melhor em formas, linhas e cores. Por enquanto sinto um pulsar desenfreado de sensações jogadas, que se fundem, se separam e bagunçam minha mente. Quando eu conseguir pôr p/ fora essa angústia... terei não só um bom resultado, como um alívio pro espírito. Talvez tenha sido por isso que escolhi seguir esse caminho, uma forma de me libertar.

E não basta ter todas as experiências alheias de exemplo... precisa-se construir as próprias. Precisa-se correr o risco, enfrentar o que virá pela frente e no fim dizer: consegui. Mesmo que isso se repita, inumeras vezes. Precisa-se sentir na pele. Cada um. E por mais que eu pense, na hora, que não merecia passar por isso... quem decide o que cada um merece ou não... somos nós mesmos. Não é por conformismo que digo isso... mas se vc me vir reclamar de um erro que cometi duas vezes... ignore, pois não aprendi suficientemente bem da primeira vez e preciso passar por isso. Ninguém pode passar por mim. O que poderia ser diferente, mas não é. E o que será diferente, depende de mim. Se eu tivesse me entregado às lágrimas... não chegaria a essas conclusões. E se eu ficar esperando melhorar p/ de fato fazer algo de melhor... vou continuar patinando.

É difícil ser adulto... principalmente quando ainda carregamos sonhos de criança. E dói abandonar sonhos... é como perder uma parte de nós. Pq a gente acredita. Pq ensinaram p/ gente sobre uma tal de esperança... e quando a gente perde essa maldita... a gente se sente tão perdido quanto. Se bem que... não demora muito e já estamos nós, em busca de algo novo ou de consertar o velho. Na esperança de que a esperança volte...

E ela sempre volta!

Lívia tentou se expressar às 8:09 PM

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Domingo, Julho 16, 2006

Às vezes não é fácil dizer sobre as coisas que a gente sente, vive, passa. Pelo menos, no exato momento em que está acontecendo, eu não consigo me expressar. É um mar de sensações... ou melhor, um maremoto. Lembra também uma máquinha de lavar, daquelas que abrem por cima, e se mexem daqui p/ lá, de lá p/ cá... num nhec-nhec sem fim. Lógico que tem um fim. Talvez minhas sensações não tenham o mesmo fim das roupas que estavam na máquina de lavar. Muitas dessas sensações ficam ocultas, esperando só um detalhe para explodir e novamente começar aquele nhec-nhec dentro da minha cabeça. Como se fossem roupas sujas que nunca se limpam, no máximo acumulam mais sujeira.

Mas não é de sujeira que eu quero falar.

A minha cachorra continua doente. Não consegue resistir a uma cirurgia. Suas veias estão fracas e é difícil encontrar umazinha p/ aplicar o soro. Tem dias que melhora, tem dias que piora... tem sagramentos diários pelo nariz. Ela gosta de comer biscoito e pão-de-queijo... assim como eu. E tem que dar na boca. Porque eu não quero que ela se vá e lá na minha avó... ninguém quer. Meu avô quase chora quando diz que não quer que ela morra, conta com tristeza nos olhos o tempo que ela estava saudável, a copanhia que ela lhe fez durante esse tempo. E a gente sabe que todo dia que se acaba é um dia a menos com a presença dela.

Eu passo horas olhando ela respirar... dormindo profundamente. Fico fazendo cafuné e cantando musiquinhas. Juro que tento não desafinar! E ela gosta... ela só tá viva até hoje por causa do carinho e do cuidado que temos por ela. Até a vizinha gosta dela. E também... como não gostar? Não é pq ela cabia na palma da minha mão, quando filhote. Ela é mais que um bichinho que protege a casa com aqueles latidões assustadores. A Diana... é companheira, é filha e mãe de todos... mesmo que não tenha tido nenhuma cria. Ela tem alma... e vai chegar ao seu destino, por mais que esse destino esteja muito longe de nós. Não quero a sua partida, mas me parte em mil pedaços a sua dor. E ela sabe tudo isso.... porque mesmo cega, ninguém como ela entende melhor o que diz meus olhos. Porque não se precisa ver pra amar.

Lívia tentou se expressar às 4:40 PM

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Sábado, Julho 01, 2006

Eis que.... eu reapareci. Não... não vim aqui só comemorar o fim do circo, ópio... enfim. Na verdade... após ver minha tia chorando (uma das cenas mais... deprimentes e chocantes dos meus últimos 21 anos), acho que eu me comovi. De fato... p/ quem trabalha, foi uma pena a copa já ter acabado pro Brasil. Compensações? Meu querido Portugal, dos jogadores mais lindos da copa, está classificado!!!rs... e não quero ficar repetindo que a copa tava comprada, que seria uma copa só da europa e blablabla... quem me conhece e conversou sobre isso comigo... deve tá me chamando de pé frio, azarenta... ou algo assim. E chega de futebol!!

Minha ausência por aqui é justificável. A minha cachorra linda e querida está doente. Já tem mais de um mês... ela tava com uma doença crônica, com insuficiência renal e problemas no fígado. Coseguimos melhorar quase tudo.... mas o fígado... não. Ela tem piorado... mesmo com tratamento. E eu não consigo pensar em outra coisa.

Tenho mais carinho por meus animais do que pelos seres humanos, muitas vezes. A Diana... temos há 11 e meio. Ela é mais que membro da família... ela mora em mim. Tenho uma cicatriz no pé, por causa dos dentinhos dela, de qdo ela era filhote ainda. Lembro que eu tinha que acordar de madrugada p/ dar leite... e q ela cabia na palma da minha mão, quando chegou em casa. Depois ela ficou enorme, forte, bonita e inteligente. Atualmente... é só essa força, que não sei de onde vem, que a mantém de pé. E o veterinário já avisou, p/ curtir ela... o máximo possível... que ele não dá muito mais tempo de vida p/ ela.

Dói saber que a vida, daquele serzinho que eu cuidei pequenininha... e que eu passei hj o dia todo fazendo cafuné... e que mesmo assim ela mordeu meu dedo pensando ser uma linguiça... tá chegando no fim. Que vai ter um dia que eu vou chegar na casa da minha avó e ela não vai latir... e no quintal só vai ter uma saudade apertando meu peito.

Lívia tentou se expressar às 9:39 PM

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Terça-feira, Junho 13, 2006

Quase um mês sem escrever aqui. Não por falta de tempo. Nem de idéias. Talvez de vontade p/ organizar um texto. Não tem razão escrever só p/ demonstrar presença. Afinal... eu não ganho p/ escrever e vcs não pagam p/ ler.

Não que eu também tenha aparecido aqui com um super assunto ou um super texto mega-ultra-master fantástico. Eu nem sei ainda sobre o que vou dizer. Poderia falar... sobre a Copa. O universo respira futebol até o fim da tal da copa do mundo. E eu acho tudo muito lindo. Quanta confraternização! Machos suados correndo atrás de uma bola. Excitante? Nojento! Não só pq aquele bando de europeu não toma banho... mas pq as pessoas simplesmente desligam suas vidas durante os 90 minutos de cada jogo, ao menos aqui no Brasil. Esquecem de corrupção, de PCC, de miséria, de fome, de desemprego... e ainda dizem em coro: Brasil, eu te amo! Vai lá Brasil! Eu tenho orgulho de ser brasileiro!....... como somos.... idiotas! Como a gente consegue se contentar com tão pouco circo?

Podia também dizer sobre o dia dos namorados que passou. Passou... como todos os 365 dias do ano passam. E com ou sem namorado... todos os dias do ano... passam. E aí vcs vão querer relacionar o meu descontentamento em relação ao país e a copa com a falta de um namorado. Falta? Quem disse que eu preciso desfilar com um macho p/ me sentir fêmea? Há tantas outras formas de se amar alguém... tão mais interessantes.

Ah... também posso dizer que hoje é dia de Santo Antônio. Dia de... fazer promessa!! Ei... olha p/ mim... acha mesmo que eu vou fazer promessa, simpatia... acha q eu vou implorar p/ um Santo p/ que ele tenha pena de mim e me arrume um namorado? Só p/ eu não passar mais um dia dos namorados sozinha? Eu não gosto de seguir as convenções. Pq vão me chamar de lésbica no colégio ou pq vão achar que eu tenho algum problema grave?? Foda-se!

Não que eu nunca vou ter um namorado. Desses... que a gente desfila por aí... que apresenta p/ mãe... que vai no cinema... que enche o saco às vezes. É provável que um dia isso aconteça... acontece com todo mundo, né?! Mas pode ter certeza... que a convenção social do relacionamento.... vai ser mera coincidência, falta do que fazer na hora. Pq eu não me relaciono com as pessoas p/ mostrar que sou relacionável. Eu gosto de poder aprender com elas, viver, sentir, tocar... lembrar de uma música, do cheiro, do gosto. Ninguém precisa ver!

Agora... já pensou namorar um cara que gosta de futebol? Assim... desses... que param a vida durante 90 minutos por causa de um jogo? Seria deprimente p/ mim! É.... tem coisas que quando vc começa a pensar bem... vê que nada é tão ruim assim!

Lívia tentou se expressar às 8:05 PM

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Quinta-feira, Maio 18, 2006

O mundo externo, p/ mim, sempre foi um mundo a parte. Um lugar por onde a minha vida seguia paralelamente, sem grandes influências. Nem eu com ele, nem ele comigo. Eu na minha, ele na dele. Até que o mundo externo resolve bagunçar o meu mundo interno. Meus planos!!

Mas isso não foi o mais grave. PCC p/ cá, políticos p/ lá... e a mídia no meio. E nós?? Sempre atrás. Manipuláveis, frágeis, fugindo, escondidos em casa. Aulas canceladas, medo, pânico. Guerra? Boato! História. Em quem vc acredita, do que vc duvida. Ninguém pára p/ pensar e nem pára p/ se sentir ridículo por ter aceitado tudo de forma tão fácil. Tudo tão cômodo, como sempre. Todo mundo sabe o que deveria ser feito e o que precisa acontecer p/ que seja feito. Mas ah... vai que não dá certo? Deixa p/ amanhã... deixa p/ lá.

Lívia tentou se expressar às 3:44 PM

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"A criação
vive como gênese
sob a superfície do visível
da obra.

Para trás,
todos os espíritos enxergam;

à fente
- no futuro -
só os criadores."

(Paul Klee)

Lívia.

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